Um fim de semana no outro lado da Serra.
Este EQB fazia parte do stock da ONCAR e tinha chegado o momento de cumprir uma das etapas habituais do nosso processo: o teste prolongado de estrada.
Em vez de somarmos quilómetros à volta de Lisboa, aproveitámos um fim de semana e apontámos para a Serra da Estrela. O objetivo era simples: estrada suficiente para conhecer melhor a viatura — e tempo suficiente para que a viagem não fosse apenas sobre ela.
A viagem começa antes das curvas de montanha.
Saímos ao final da tarde com cerca de 400 km de autonomia indicada. Primeiro A1. Depois A23, em direção ao interior.
Lisboa fica para trás, o trânsito desaparece, o horizonte abre e o ritmo muda.
Uma paragem que já ia acontecer.
A paragem coincidiu com o jantar. Enquanto estávamos à mesa, o EQB recebeu energia suficiente para continuar a viagem sem transformar o carregamento no centro do programa.
Não foi uma paragem criada para carregar. Foi um carregamento encaixado numa paragem que já faríamos de qualquer forma.
Chegar e abrandar.
Quando se fala em Serra da Estrela, é fácil pensar imediatamente na Torre, na neve e nos percursos mais conhecidos. Mas a Serra é bastante maior do que esse postal.
Folgosinho fica na vertente norte, no concelho de Gouveia. Foi aqui que escolhemos ficar, no Estrela Serenity, integrado na encosta e rodeado de natureza.
Trilhos, bicicletas, piscina exterior, jacuzzi, sauna, ginásio — e carregamento para veículos elétricos sem custo adicional durante a estadia.
O EQB ficou ligado. Nós fomos conhecer o resto.
O carro deixou de ser o assunto.
É provavelmente um bom sinal.
A manhã começou pelos caminhos em redor do alojamento. Há sítios onde não é preciso fazer grandes planos. Basta sair e começar a andar.
Pedra, água e tempo.
Depois descemos até à aldeia. Ruas pequenas, casas de pedra, fontes, azulejos e sinais de uma história muito anterior ao turismo de montanha.
A escala obriga a andar devagar. E talvez seja precisamente essa a melhor forma de a conhecer.
Uma das melhores razões para vir até aqui.
O Albertino mantém uma forma muito própria de servir: vários pratos chegam à mesa para se provar um pouco de cada especialidade.
Morcela e enchidos para começar. Depois, cozinha serrana sem grandes concessões: arroz de cabidela de coelho, javali com feijão, vitela de Folgosinho, borrego assado e leitão de Folgosinho.
Não é uma refeição para fazer depressa. Também não é suposto.
Chuva, asfalto molhado e 4MATIC.
Depois do almoço voltámos para a Serra. Estradas estreitas, mudanças constantes de aderência e, a dada altura, um rebanho inteiro à nossa frente.
Nestes quilómetros, o 4MATIC deixou de ser apenas uma linha na ficha técnica. A tração integral transmite uma segurança que se sente sem precisar de dominar a narrativa.
E seguimos.
O dado final é talvez a parte menos interessante.
No regresso não foi necessária outra paragem para carregar.
Depois de autoestrada, estrada nacional, subida e descida de Serra, chuva e utilização normal durante o fim de semana, ficou o número final:
16,2 kWh/100 km.
É um número técnico. Mas o teste que tínhamos de fazer acabou por mostrar exatamente aquilo que procurávamos saber: não apenas como o EQB se comportava, mas como se integrava num fim de semana destes sem obrigar o fim de semana a adaptar-se a ele.
Mercedes-Benz EQB 300 4MATIC
Viatura do stock ONCAR à data desta viagem.
Viagens reais com automóveis do stock ONCAR. Estrada suficiente para os conhecermos melhor — e lugares que justificam a viagem por si próprios.
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